E somos a todo instante instados a perceber a beleza no caos, porque o cosmos, nosso mundo ideal, é apenas o que nos move. Em absoluto, aquilo que se nos apresenta.
Quem leu Memórias póstumas de Brás Cubas deve se lembrar da passagem – aliás muito frequentada pelos críticos e professores de Literatura – em que o narrador protagonista amofina-se com a condição de Eugênia, a jovem a um só tempo, bela e coxa. Como poderia a natureza ser capaz de produzir tamanho desequilíbrio, ou aquele “imenso escárnio”? Uma coisa é certa, não é preciso ter um espírito ímpio como o do senhor Cubas para que, pessoas comuns, formulemos pensamentos semelhantes. Por que é tão difícil admitir e administrar a dialética humana? Eis aqui um bom exercício para produzir mais e mais sinapses.
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